Estava eu num dos meus muitos momentos de ócio e reflexão e eis que surge esta música na minha mente (sim, o tema da reflexão seria eventualmente ser "algia" das protuberâncias dianteiras situadas ao nível da cabeça).
Como diria o senhor da Tv:«já fui muito feliz a ouvir esta música», como a minha vida é feita de equilíbrios devo dizer que o contrário também é verdade.
É bom ver que as polémicas e a vida privada são relegadas para segundo plano, e que o que se valoriza é o génio profissional, (como devia acontecer sempre).
Em relação ao melhor e ao pior não culpemos o ser humano por trás da lenda, blame it on the music!
Por estes dias ando com muito pouca predisposição para o culto do sofrimento per si. Apetece-me mais cultivar o bem-estar e a alegria latente. Descobri que, ao contrário do que os profetas da desgraça preconizam, aprende-se muito mais assim - sobre a vida, sobre os outros e, principalmente, sobre nós mesmos.
Não me apetece mesmo nada ir à procura de problemas onde eles não existem, andar por aí a sêmea-los, ou a enfatizar os existentes.Os conflitos só servem para nos criar rugas e na maior parte dos casos as pessoas em causa não valem as calorias gastas.
Essa maravilhosa odisseia que foi a minha passagem pela O.A. parece querer prolongar-se no tempo e perseguir-me a mim e aos meus dias.
De qualquer das formas adoptei esta nova atitude que é para ficar, e Viva a Sra. Da. Nina Simone!
Passei os dias deste pseudo-fim-de-semana a fazer um dos trabalhos de grupo que mais prazer me deu fazer, arriscaria dizer, nos últimos anos (sem desprimor para os outros, claro).
Começa pela noção de grupo, uma colega nova que é muito querida e muito afável.
Mas, claro, passa muito também pelo tema.
Resolvemos falar sobre o nosso grande amor em comum: o Porto.
Fizemos um powerpoint muito catita com fotos da Invicta, curiosidades, um pequeno roteiro e música à mistura.
No final percebi a falta enorme que a minha cidade me faz e como é imperativo voltar lá em breve, em muito breve.